quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Intrometida - The Meddler (2016)


Acredito que muitos se identificarão com os dilemas entre mãe e filha que, de maneira agradável e humorada, as atrizes Susan Sarandon e Rose Byrne representam.

Lori (Rose Byrne) é uma jovem solteira, tutora de dois cães, roteirista, que mora sozinha e não vislumbra a possibilidade de se casar, conforme os parâmetros conservadores. E Marnie Minervini (Susan Sarandon), mãe de Lori, é uma viúva recente, com uma fortuna deixada por seu marido, que pode usufruir com o quem e com o que bem entende.

Para ocupar seu tempo ocioso, Marnie passa a focar em sua filha, monitorando-a e prestando conselhos, como toda mãe, em regra, faz; mesmo que não seja requisitada para isso. Mas nós compreendemos que isso é amor de mãe.

Acompanhamos ao longo da trama as descobertas dessa jovem Senhora, sobretudo com os novos laços de amizade e o contato com a tecnologia, que a nova rotina e seus questionamentos a proporcionou, bem como a maneira que sua filha encara a vida e as características que as unem.

Um filme cativante e muito sincero, que nos extrai agradáveis risadas. Caso tenham a possibilidade de assistir com as suas mães e/ou filhos, fica a sugestão. Mas se não puderem, não tem problema, o filme também lhes renderá boas reflexões e, quem sabe, memórias. Bom filme.


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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Blue Jasmine (2013)



“Estilo independe da conta bancária.” E a personagem Jasmine, interpretada por Cate Blanchett, prova isso durante a trama dirigida por Woody Allen. Contudo, a personagem só seria uma boa referência, na vida real, no quesito estilo e bom-gosto, de fato. Isso porque, a dissimulada Jasmine é uma mulher que valoriza de maneira exacerbada a ostentação da riqueza, a ponto de não se importar de onde a riqueza provém.

A trama inicia pela metade de sua história, intercalando com o início, por meio dos devaneios da personagem principal, que enlouqueceu após perder todo o patrimônio que tinha em conjunto com seu marido, um estelionatário que também adorava ostentar sua riqueza.

Jasmine, mesmo sem dinheiro, não abandonou o glamour. Mas foi morar na casa de sua irmã, Ginger, no subúrbio, até reestruturar-se ou encontrar um “novo amor”.

Ginger (Sally Hawkins) tem dois filhos e está em um novo relacionamento, já que o anterior, com o pai de seus filhos, foi prejudicado após serem vítimas do golpe praticado pelo ex-marido de sua irmã, que os faliu. Mesmo assim, Ginger acolhe Jasmine.

E o roteiro segue entre momentos presentes e os relatos de Jasmine sobre a vida que levava com seu falecido marido, que se matou na prisão, após seus crimes serem revelados.

O nome do filme é uma referência à música "Blue Moon", constantemente tocada no filme, em referência aos tempos de riqueza da personagem.

O filme tem a clara assinatura de Allen no humor neurótico da personagem principal e no jazz que envolve a trilha sonora. Todavia, no caso de Blue Jasmine, a interpretação de Blanchett sobressaiu a condução do roteiro, segundo especialistas.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Como eu era antes de você - Me Before You (2016)


O filme que lhes apresento fez muito sucesso neste ano, sobretudo com o público que leu o livro da autora Jojo Moyes, do qual se derivou. Não pretendia assisti-lo; confesso que o julguei antes mesmo de ver o Trailer. Mas equivoquei-me e, por isso, indico-o.

Trata-se de um Drama britânico, dirigido por Thea Sharrock, em que a trama se diverge do esperado (para quem não leu o livro, claro).

O roteiro apresenta Louisa Clark (Emilia Clarke), uma jovem garota que precisa trabalhar para complementar a renda dos pais que, mesmo com as dificuldades financeiras, mantêm o bom-humor e a união da família. Com a crise, a Cafeteria onde Louisa trabalhava precisou fechar e ela, por necessidade, candidatou-se à vaga de cuidadora de Will (Sam Claflin), acreditando que se depararia com algum idoso acamado.

Todavia, Will nada tem a ver com o estereótipo esperado. Ele é um jovem bem-sucedido, nascido em uma família rica, que costumava praticar esportes radicais, até sofrer um grave acidente, que o deixou tetraplégico. Pelas circunstâncias, Will apresenta um quadro de “depressão” que não o motiva continuar a viver. Até que Louisa surge, com seu jeito autêntico e descontraído, mostrando-o alternativas possíveis e adaptadas às suas limitações.

Contudo, o desfecho da trama, como eu disse anteriormente, foge do esperado, pelo fato de que somos levados à alternativa, ainda polêmica, da Eutanásia (do grego, “boa morte”) e ao questionamento acerca do direito de escolha.

Diante dessa difícil situação, Louisa é a esperança para os pais de Will (Janet McTeer e Charles Dance) que ele possa mudar de ideia, e compreende a tarefa que lhe é designada, conduzindo-a com dedicação, compreensão e, principalmente, muito amor.


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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Humano – uma viagem pela vida. (Human – 2015)


O Documentário, que foi projeto da Fundação Goodplanet e apresentado pela Fundação Bettencourt Schueller (França), reúne depoimentos de histórias pessoais de indivíduos com diferentes etnias e realidades, na tentativa de compreender a essência humana. O Diretor Yann Arthus-Bertrand foi sábio em sua produção, dividindo-a por temas, tais como: Amor, Gênero, Guerra, Trabalho, Riqueza, Felicidade, Morte, Acesso, Valores. E, entre essas etapas, incluiu imagens aéreas inéditas das regiões que visitou, fechando-as com uma trilha sonora de crescente e de impacto, emocionando até os mais “fortes”. 

Diante do horror das guerras sírias, do desespero dos refugiados, das situações de miséria, das campanhas de respeito ao humano, independentemente do gênero que se enquadra, da cultura do consumo irresponsável e dos apelos à sustentabilidade, o Documentário surge como um compilado de falas diretas com quem vive essas e outras realidades. Momento em que o telespectador tem a oportunidade de ouvir essas pessoas e olhar em seus olhos. 

“Human é uma coleção de histórias e imagens do nosso mundo, oferecendo uma imersão no núcleo do que significa ser humano. (...) é uma obra politicamente engajada que nos permite abraçar a condição humana e refletir sobre o significado de nossa existência.”1 

Impossível sair da sessão sem sentir-se tocado. Assista, reflita e compartilhe. 


Está disponível nos cinemas Cult, onde se encontram produções fora do circuito comercial e, também, no YouTube, com legendas em português. Logo, não há desculpa para não assisti-lo.



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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Sede de Vingança - Return to Sender (2015)


A enfermeira Miranda Wells tem a pretensão de tonar-se médica. Ela mora sozinha, leva uma vida mais reclusa; no tempo livre, gosta de preparar bolos artísticos; e só mantém um “coleguismo” com as demais profissionais do Hospital. Demonstra muito amor e atenção pelo Pai.

Depois muito insistir, uma colega consegue convencê-la a marcar um encontro com um amigo do marido; um “encontro às escuras”. 

O suposto amigo chega antes do previsto. Ela o deixa entrar, arruma-se enquanto ele "espera". Mas o homem a estupra muito violentamente e foge, sendo capturado posteriormente, preso e condenado pelo crime.

Além do trauma psicológico e das agressões físicas, Miranda perdeu a coordenação da mão, de modo que ficou incapaz de exercer sua profissão.

Pouco tempo depois de recuperar-se, ela passa a mandar cartas ao estuprador e visitá-lo, com frequência, na prisão. 

Uma crítica técnica do filme, sem dúvida, não será das melhores, dado que a direção e o enredo deixaram a desejar.

Mas a análise do contexto social retratado no filme é muito interessante, já que apresenta, com ênfase no psicológico, tanto o lado da vítima, quanto o do criminoso. Faz um comparativo sobre o que é Justiça e o que é Vingança, bem como chama a atenção ao sistema penal que, em regra, encarcera os criminosos de maneira geral, sem classificar, com cautela, casos que envolve psicopatia.

Acredito que quem foi vítima de um crime, como o apresentado no filme, deve ter aguçado o desejo de saber que aquele que lhe causou mal, será condenado à pior sanção. Contudo, a reflexão é válida, sobretudo por estarmos no primeiro ano do Novo Código de Processo Civil, em que instituiu a necessidade da Mediação na gerência dos conflitos. Assista-o sob essa perspectiva, deixando de lado a crítica técnica; mesmo que lhe cause ojeriza.




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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

As Sufragistas – Suffragette (2015)


Mais um ano de eleição, que deveremos exercer nossa obrigação e direito de votar. Aqueles que acreditam tratar-se apenas de um ato qualquer, não imaginam todo o trajeto que já foi percorrido até chegarmos na realidade atual.

O enredo tem como protagonista Maud Watts (Carey Mulligan), uma mulher que é casada, tem um filho pequeno e trabalha, juntamente com seu marido, em uma lavanderia. 

Ela exerce essa atividade desde criança, quando ainda acompanhava sua mãe, que também laborava para a mesma “empresa” e que, como todas, morreu cedo, dada a exaustão da atividade e os perigos nos quais eram expostas.

Certo dia, quando seu Chefe a manda realizar uma entrega, Maud vê-se no meio de um protesto, onde passa a conhecer o movimento composto por mulheres, denominado Sufragistas. 
Desde aquele dia passa a interessar-se sobre a causa que aquelas mulheres, vistas como “badernistas”, lutavam.

Contudo, em um período (início do século XX) onde a mulher não tinha qualquer destaque e enfrentava muito preconceito, muito mais do que hoje, embora ainda exista, ela depara-se com inúmeros obstáculos que dificultam a luta pelos direitos da mulher como cidadã. 

E, a partir disso, acompanhamos o despertar de seu interesse político e a respeito do sistema, bem como os dilemas ao longo do caminho da protagonista e suas companheiras. 

Com um elenco forte de atrizes, como Maryl Streep, Helena Bonham Carter e Carey Mulligan, o filme é instigante e emocionante. Mas por um equívoco na direção, deixou um pouco a desejar. Mas nada tão grave que tire sua relevância.

Ao término, informam o ano na qual cada país permitiu às mulheres exercer sua cidadania por meio do voto, o que também é muito interessante.

Por meio dessa trama, que trata da luta pela igualdade das mulheres e faz uma crítica às crenças machistas, determinadas pela Igreja, colocamo-nos a pensar o quão importante ainda é falar a respeito desse tema e observar que ainda estamos no meio do caminho. Assista-o e, se tiver interesse, expresse aqui sua opinião.


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